O regime soviético e a filantropia
No antigo regime soviético, a caridade e a filantropia eram proibidas desde 1938, ainda no período stalinista. Isso começou a mudar em 1987 graças a Michail Gorbachev e ao movimento voluntário de cidadãos para ajudar as vítimas sobreviventes de Chernobyl. A proibição, por lei, da caridade e da filantropia tinha o objetivo de esconder qualquer evidência de que o estado não era capaz de prover os cidadãos de recursos mínimos.
Além do mal que o comunismo soviético causou ao mundo e que até hoje repercute nos discursos da esquerda, o comunismo atentou cruelmente também contra a boa índole do povo russo. A caridade e a filantropia são virtudes antiquíssimas do povo russo. Tolstoy e Dostoievski as praticavam.
Uma doutrina política que condene a caridade e a filantropia é uma doutrina moralmente enferma, fadada ao ostracismo das ideias conforme as pessoas se espiritualizem.
Combater o comunismo não é só o dever de qualquer economista que entenda as deficiências do pensamento marxista sobre o valor, tampouco apenas o dever de qualquer um que, no âmbito da política, conceba a Liberdade como expressão de um direito natural, mas também de qualquer um que deseje o Bem e repudie o Mal.